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quarta-feira, 4 de dezembro de 2013



QUARTO DIA

Hoje era dia de voltar na Santa Fé para fazer compras. Marido foi para um lado, eu fui para o outro. Voltei para o hotel com mais 2 bolsas (saldo da viagem: 4 bolsas). Marido comprou 2 pedais para as guitarras dele. Nos encontramos no hotel e pegamos um táxi para Puerto Madero. Almoçamos no La Bisteca. Excelente restaurante, pagamos cerca de R$ 150,00 pela refeição completa e ainda tinha foundue de chocolate da sobremesa. Outro restaurante muito bom que nos recomendaram, mas não deu tempo de ir, também em Puerto Madero, é o Goumert Porteño. Um bem famoso, mas que não vale mais a pena ir, andam falando muito mal do atendimento e da comida, é o Siga Las Vacas.

Estava chovendo muito, tivemos de aguardar um pouco. Entramos num Café Havana e eu comprei um alfajor de cada sabor e havannets (espécie de cone de chocolate recheado de doce de leite, delícia!). Pegamos um táxi e fomos para o famoso Café Tortoni. Tinha uma fila na porta mas em menos de 10min nós entramos. O lugar é belíssimo, o atendimento é excelente e eu pude experimentar os famosos churros com chocolate quente. Vale muito a pena ir lá. Eles também servem pratos de almoço e jantar, não sabíamos, mas fica a dica! Nós fomos na unidade mais famosa, a da Av. de Mayo, 825. Voltamos a pé para o hotel.
O jantar foi numa lanchonete bem simples, no centro, a Carlitos.

QUINTO DIA (O ÚLTIMO! BUÁÁÁÁ...)

Acordamos tarde, pegamos um táxi e descemos na Plaza Alvear onde acontece, aos domingos, a famosa Feira da Recoleta. Tem uma outra feira famosa no mesmo dia, a de San Telmo, mas como é de antiguidades, entre as duas nós preferimos a da Recoleta. Dica: guarde um bom dinheiro para gastar nela, vale MUITO a pena! Vi coisas incríveis, mas não podia mais gastar tanto porque eu ainda tinha um free shop pela frente.

Como perdemos o café da manhã do hotel, resolvemos conhecer o também famoso La Biela Café. Mas se você for lá, fique no salão interno,na área externa os preços são mais caros (não sei o motivo, mas já fui sabendo disso porque li essa dica em algum site). Pedimos café com leite e 3 media lunas para cada um. Ao contrário das media lunas do hotel, as do Biela são enormes! Kkkk  

A feira da recoleta só fica completa após 14h mas demos uma olhada no que já estava montado e fomos conhecer o Centro Cultural, que funciona colado ao shopping Buenos Aires Design Center. Estava acontecendo a XIV Bienal Internacional de Arquitetura e claro que fui dar uma olhada na exposição. Andando por lá, vimos um terraço com vista para a Recoleta e meu marido quis ir até lá para tirarmos umas fotos. Tomamos um susto! Não havia ninguém nesse lugar, era dia mas dava um certo receio... Eis que vimos uma senhora se aproximando, com um sobretudo de veludo vermelho, de longe parecia bem distinta. Quando chegou bem perto, abriu a boca e eu só vi UM dente, percebi que era uma pedinte. Pior, era doidinha, doidinha. Ficou dizendo que era filha de Walt Disney e queria que tirássemos várias fotos dela, depois filmasse... Fiquei apavorada, querendo ir embora logo dali. Meu marido tirou 2 fotos dela, inventamos uma desculpa e saímos quase correndo. Depois desse susto, lugares vazios nunca mais! Voltamos à feira, olhamos algumas coisas e decidimos voltar após o almoço para terminar de andar por lá. Vimos que na praça ao lado, Plaza Francia, também tinha barraquinhas e pensamos que fazia parte da mesma feira então ainda tinha bastante coisa para ver.

Hora do almoço, tínhamos 2 dicas: o Clark’s (Junin, 1777) e o Gengi’s House (Riobamba, 1179). Decidimos seguir a dica de uma amiga descolada e fomos ao Gengi’s House, um restaurante de comida asiática deliciosa! Anda um pouquinho da feira até lá, mas vale muito a pena! É como um yakissoba, mas você escolhe tudo o que quer comer, vai colocando numa tigela e no final vai tudo para uma chapa quente (carnes, vegetais, molhos e massa ou arroz). Veja como é o preparo: http://www.youtube.com/watch?v=Z0FzjKdAJCo . O cheiro que sobe do preparo é maravilhoso e fica uma delícia! Ainda tivemos direito à bebida e o preço é muito bom, cerca de R$ 80,00 o casal.

Na volta, vimos o Recoleta Mall e entramos para tomar um sorvete na Freddo e descansar um pouco. Matei minha vontade do sorvete com veios de doce de leite, o Doce de Leite Tentação. Só de me lembrar, eu salivo afffffffffff... Demos uma olhada nas vitrines e fomos novamente para a feira. No caminho, uma paradinha na frente do Cemitério da Recoleta, onde está enterrada Evita Perón. Sim, é ponto turístico por lá! O maior entra e sai de turista! Mas só tiramos fotos na entrada, né? Eu, hein!

Fomos para a outra praça ver o que era a feirinha e eis que nos deparamos com um Festival de Comida Francesa! Os dois de bucho cheio vendo um monte de barraquinhas de queijos, pães, vinhos, doces franceses ahhhhhh... Muita gente estava almoçando ali mesmo e parecia tudo muito gostoso. Voltamos para a outra feira e eu comprei algumas coisas: íma de geladeira (único souvenir que trazemos de nossas viagens), carteirinha, chaveiro, marido achou uns bonequinhos medievais de chumbo perfeitos! Não é uma feira de artesanato qualquer, são produtos de qualidade, muito bem feitos. Claro que tem uma ou outra barraca que vende umas coisas bregas, mas a maioria era ótima! Tinha um cara vendendo umas bolsas de couro tipo carteira, toda trabalhada, a coisa mais linda! Mas eu não levei dinheiro suficiente para gastar porque eu não imaginava que iria me encantar com tanta coisa...

Dia terminando, nós dois já tristes, pois no dia seguinte, iríamos embora... Queria ficar pelo menos mais uma semana para passear mais e curtir as coisas com calma. Pegamos um táxi e voltamos ao hotel. Já comecei a organizar as malas, separar roupa de viagem, deixar tudo pronto para o dia seguinte.

O jantar foi numa lanchonete perto do hotel, El Vesuvio. Finalmente, acreditem, comi empanadas kkkkk E estavam uma delícia! Dizem que as mais famosas são as do El Juanino, mas como não encontrei nenhuma filial em nossas andanças, não pude provar, fica para outra vez. Mas gostaria de ter comido outras vezes.

PARTIDA

O recomendado é chegar ao aeroporto com 3h de antecedência, fazer o check in e entrar logo porque o free shop é enorme! Não se preocupe em lanchar do lado de fora porque na sala de embarque tem várias opções de alimentação.

Malas vinda do exterior são muito visadas para furtos no aeroporto, então tome alguns cuidados. Eu e meu marido levamos uma mala grande e uma de mão para cada um e colocamos todas as compras, presentes, documentos e câmeras nestas. Se você comprar algo que não puder trazer na mala de mão, providencie uma outra mala de mão, coloque seus objetos dentro, “embrulhe” com roupas e só então coloque na mala grande, de forma a evitar que o ladrão consiga puxar os objetos por rasgos na sua mala. Evite malas com bolsos frontais sem opção de cadeado, pois o ladrão abre esse bolso e rasga por dentro, você só vai perceber em casa. Algumas pessoas optam por lacrar as malas com aqueles plásticos especiais no aeroporto, mas eu achei muito caro. Como não compramos tanta coisa e estava tudo na mala de mão, não quisemos.

O ônibus (velho, caindo aos pedaços) da agência veio nos buscar, e saiu pingando de hotel em hotel. Eu já estava impaciente! Para completar, havia um protesto de caminhoneiros (sim, lá também tem essas coisas!) na avenida 9 de julho, o que nos atrasou um pouco. No aeroporto, tivemos de nos virar para achar o balcão da empresa aérea. Mas conseguimos entrar logo e chegamos no free shop. Gente, eu não sabia nem por onde começar... Passamos cerca de 1h vasculhando tudo, correndo contra o tempo. Me arrependi de não ter feito uma pesquisa sobre maquiagens para saber o que valia mais a pena comprar. Tinha marca lá que eu nunca tinha ouvido falar... Achei estranho o setor da Victoria’s Secret ser separado dos outros, tinha que pagar tudo no caixa, sair do free shop para olhar as coisas da VS. Também não achei nada interessante e voltei para o free shop. Não valia a pena: roupas, bolsas, óculos e relógios. Compramos perfumes, maquiagens, hidratantes, chocolates e ainda sobrou uma graninha para meu marido comprar um fone de ouvido. Uma dica para quem pensa em levar algo para a galera do trabalho, compramos um saco com 50 miniaturas de toblerone. Foi ótimo, todo mundo gostou! 

Fomos para a sala de embarque e a fila já estava se formando. E a gente morrendo de fome, pois não deu tempo de almoçar. Fizemos um lanche rápido numa cafeteria e corremos para a fila. Na ida, fomos de TAM até SP e novamente de TAM até Buenos Aires. Foi muito bom. Mas a volta, meu Deus... De BA até SP nós fomos numa companhia argentina. Um horror! Serviram um croissant da semana passada, gelado, e um bombom tipo serenata de amor só que de uma marca muito ruim. Ainda fiz compras no avião, batons. Descemos em SP e nossas malas demoraram muito. Fui direto para o free shop gastar o resto do cartão. Corri o que pude mas ainda me atrasei porque na hora de pagar eles exigem ver o cartão de embarque, tive que ir buscar com o marido. Quando saímos, já estavam chamando nosso voo e a gente ainda nem tinha feito o check in. Saímos os dois que nem loucos correndo pelo aeroporto de Guarulhos. Chegamos quase morrendo no balcão e nos disseram que dava tempo. Depois de muito corre-corre, chegamos exaustos e suados no avião. Meu marido se irritou porque quase perdemos o voo por causa de UM batom que eu estava comprando no free shop kkkkk Nunca mais faço isso!

LUGARES QUE NÃO FOMOS, MAS QUE NOS RECOMENDARAM BASTANTE

Zoológico de Lujan (http://www.zoolujan.com/)
Gran Bar Danzon (http://www.granbardanzon.com.ar/) para quem quer curtir uma baladinha
Olsen (http://www.buenosairesparachicas.com/2013/10/olsen-e-cool.html) um restaurante lindo de comida nórdica que fica no bairro de Palermo Hollywood


Bom, Buenos Aires vale MUITO a pena! É uma cidade muito bonita, romântica, agradável de passear, fomos muito bem tratados em todos os lugares, voltaremos com certeza!

xêro!

terça-feira, 3 de dezembro de 2013



TERCEIRO DIA

Em Buenos Aires quase nada abre antes das 9h, então acordávamos por volta de 8h e tomávamos nosso café tranquilamente antes de sair do hotel.

Como o city tour não nos agradou, decidimos seguir a dica de uma amiga: a linha turismo da cidade (http://www.buenosairesbus.com/pt/).  Foi a melhor coisa que fizemos! O ponto de venda (e ponto de partida) fica na Av. Roque Sáenz Peña, 846, bem no microcentro, pertinho da Rua Florida. Aliás, se você precisar tirar dúvidas sobre a cidade, existem alguns quiosques amarelos de informação com a letra “i” bem grande. Um deles é bem na esquina da Sáenz com a Florida e foi lá que me indicaram o local de venda do cartão do ônibus.

Você pode comprar o cartão com direito a 24h ou 48h de uso. Como já havíamos feito o city tour e não queríamos passar novamente pelos lugares que não gostamos, adquirimos o de 24h, ao custo de cerca de R$ 75,00 por pessoa. Parece caro mas vale a pena. Atenção, você recebe um cartão e um ticket em papel. O que vale para subir no ônibus é o ticket, o cartão é só para ganhar descontos em alguns estabelecimentos. Se você esquecer ou perder o ticket, não vão te deixar utilizar o ônibus, não adianta mostrar o cartão porque é no ticket que está registrado o horário que você comprou e se foi 24h ou 48h. Um brasileiro que estava em nosso hotel desceu em La Boca e perdeu o ticket. Ele foi convidado a se retirar e teve que retornar ao hotel num ônibus de linha, pois não tinha dinheiro para um táxi.

Existem 25 paradas da linha turismo na cidade. O ônibus tem 2 pisos, você entra, recebe fones de ouvido e um mapa, escolhe seu assento e pluga seus fones no idioma que você quer ouvir as explicações do percurso. Você pode optar ficar no ônibus o percurso inteiro (cerca de 3h 30min) e ouvir as histórias de cada bairro e edifícios mais importantes, ou descer nos lugares de seu interesse para conhecer melhor e tirar fotos. São vários ônibus circulando e eles passam nas paradas em intervalos de 20min. Você desce, passeia, tira fotos, e retorna à parada onde desceu para pegar outro ônibus e continuar o percurso. Uma maneira simples e muito eficiente para conhecer os principais pontos turísticos da cidade. É seguro, confortável e pontual. Nós adoramos!

Mas como o percurso inicial passaria por pontos que não queríamos voltar, apenas compramos e fomos passear a pé. A ideia era ir até Puerto Madero tirar algumas fotos, almoçar por lá e pegar o ônibus na parada 11. Nosso mapa não estava muito claro então andamos muuuuuito até conseguir atravessar para Puerto Madero. Meu marido já estava irritado... Eu queria olhar todos os restaurantes para escolher onde almoçar, para ver se tinha algum por um preço melhor, mas ele reclamava tanto que entramos mesmo no Brasas Argentinas. Fomos recepcionados por um brasileiro e gostamos muito do lugar. Você pagava a refeição completa e podia se servir à vontade no Buffet. O marido viu um potinho perto do churrasqueiro e descobriu que se colocasse uma gorjeta, ganhava os melhores cortes de carne kkkkk Essa refeição nos custou cerca de R$ 135,00. A minha sobremesa foi um tiramissú maravilhoso!

Saímos de lá e fomos tirando fotos pelo caminho, tudo muito agradável. Atravessamos a Ponte de La Mujer e nos deparamos com uma área cheia de empresariais e hotéis super modernos. Uma área muito bonita, com bons restaurantes também! Subimos no 1° andar do ônibus e iniciamos nosso passeio. Não era um horário muito agradável (13h), mas como estávamos no final do inverno, tinha uma brisa muito gostosa, meu marido até cochilou kkkkkkk

Descemos próximo à faculdade de direito (um belíssimo prédio!) e fomos conhecer a Floralis Generica, uma flor de metal gigante que fecha à noite e abre durante o dia. Fomos também no Buenos Aires Design Center, um shopping de decoração que tem lojas maravilhosas. Comprei uma bolsa de couro num quiosque lá que aceitava dólares por um ótimo preço! Lá também tem o Hard Rock Café. Tentamos lanchar lá, mas ninguém veio nos atender. Como eu odeio isso, decidi me levantar e ir embora ao invés de ir chamar alguém. E foi bom mesmo porque os sanduíches custavam em torno de R$ 45,00. Um abuso! É numa praça ao lado desse shopping que funciona a Feira da Recoleta aos domingos. Do lado de fora, por trás do Museu de Belas Artes, tem o Modena Design Café, um salão de eventos com telões, que reúne aos domingos os fanáticos por fórmula 1. Fizemos um lanche maravilhoso lá e voltamos à parada para pegar o ônibus de volta ao hotel. A última para é próxima ao teatro Cólon.

À noite, fomos jantar em Los Inmortales, uma pizzaria tradicional de lá. Nada de extraordinário, mas quebra o galho. De sobremesa, dividimos uma fatia enorme de uma torta super enjoada. Esse jantar saiu por R$ 100,00.

QUARTO DIA

Após o café, pegamos um táxi e fomos até Palermo Soho, um bairro lindo, super agradável para caminhar, com cafeterias e lojas bem legais. Mas se seu marido não curte ficar entrando em lojas, é melhor ir sozinha, viu? Kkkkk Me falaram que tinha uma feirinha lá mas, se for o que eu vi, não vale a pena. Vale pelo bairro. Tem bares e restaurantes bons, mas não pretendíamos almoçar por lá. Pensamos que, já que estávamos por perto, irmos aos outlets mas acabou que eu me enrolei com o mapa e caminhamos para o lado oposto. Tudo bem, chegamos à Av. Santa Fé, onde faríamos boas compras no dia seguinte. Paramos para tomar um café e continuamos nosso passeio.

Conhecemos a belíssima livraria El Ateneo. Vale muito a pena entrar para tirar fotos. Uma pena eles não venderem souvenirs com o nome da livraria, tenho certeza que muitos turistas comprariam. Saindo de lá, fomos na Barbie Store. Tem outra bem maior na Scalabrini Ortiz, mas não dava tempo de ir lá. Para quem tem filha, essa loja é para morrer! Kkkk Tem um salão de beleza e uma casa de chá lá dentro. TUDO é cor de rosa, até a enorme máquina de café! Se você levar sua filha para Buenos Aires, vá na loja da rua Scalabrini Ortiz, 3170, mas só no último dia da viagem porque ela vai ficar chorando pedindo para voltar lá kkkkk

Saímos e continuamos nosso passeio pela Santa Fé. Entramos no Alto Palermo Shopping e almoçamos na Campos da Patagônia, uma lanchonete na praça de alimentação. Comemos um bife de chorizo delicioso! Custo do almoço: R$ 75,00. Experimentei pela primeira vez o tão falado sorvete Freddo, mas pedi o mais simples, de doce de leite, não enxerguei que abaixo de cada sabor explicava o que tinha a mais. Meu marido pediu um sabor que tinha veios de doce de leite misturado ao sorvete. Surtei! Demos uma volta no shopping e continuamos pela Santa Fé. Entrei em várias lojas de bolsas até encontrar a XL. Fiz compras por lá, valia muito a pena comprar em dólar. Marido resolveu ficar por lá para ir em algumas lojas de música e eu voltei para o hotel. Parei num fiteiro para comprar um alfajor da marca Cachafaz (mais caro que o havana).

À noite, decidimos jantar na cafeteria Martinez, tem algumas filiais na cidade. Um jantar leve, sanduíches com salada. Na volta, passadinha no Carrefour para comprar água.

Próxima postagem: a maravilhosa Recoleta!

sábado, 30 de novembro de 2013

BUENOS AIRES


Oi, gente! Credo! Quase 1 ano sem postar!! Kkkkk... Mas tinha muita coisa para por em ordem na minha vida: saúde, trabalho, casa... Muito mais saúde, é verdade, mas está tudo bem. Depois volto para falar disso. Hoje eu quero falar sobre nossas miniférias em Buenos Aires e trazer muitas dicas sobre essa cidade que nos deixou apaixonados.

Acho que já há uns 5 anos, eu e meu marido não tirávamos férias juntos. Nossos calendários não coincidiam. Eis que, em setembro passado, vimos surgir essa oportunidade. Sempre pensamos numa viagem para fora do País e vimos que um pacote de 6 dias em Buenos Aires, por uma agência, cabia no nosso orçamento. A gente procura sempre colocar um dinheirinho na poupança para realizar alguns sonhos (férias, trocar de carro, mudar algo em casa) ou para emergências. Quando decidimos o destino, tratei logo de comprar um guia da cidade bem prático, de fácil manuseio e que eu pudesse levar na bolsa. Fechamos o pacote num dia de promoção (pegamos o dólar num valor ótimo!) e eu corri para o facebook para pedir dicas aos meus amigos viajantes. Nossa, foram tantas dicas que quase enlouqueço para colocar tudo em ordem e montar nosso roteiro. Uma amiga me enviou um verdadeiro dossiê sobre a cidade, com dicas até do que fazer caso eu perdesse o passaporte ou o documento de imigração. Sim, é MUITO importante absorver o máximo de informações sobre o seu destino de viagem para poupar tempo e evitar decepções.

O QUE VOCÊ PRECISA SABER ANTES DE VIAJAR

Buenos Aires tem muita coisa interessante para conhecer e alguns passeios fora da cidade que também valem a pena. Eu comprei um diário de viagem e dividi a cidade por bairros. Para cada bairro, eu coloquei sugestões de locais para refeições e lanches, pontos turísticos imperdíveis e locais para compras. Tudo baseado nas dicas de amigos e pesquisas pela internet. Fiz também on line uma reserva para jantar, já na primeira noite, num bom restaurante em Puerto Madero, pois vi em reportagens que eu poderia enfrentar fila. No diário eu anotei telefones e endereços do hotel, da agência (Recife e SP), dos cartões, como ligar a cobrar para casa, para onde ligar caso acontecesse um acidente e fosse preciso usar o seguro de viagem etc. Para o caso de uma emergência, como tenho problemas de saúde e tomo alguns medicamentos, anotei também os contatos dos meus médicos, medicações e dosagens. Sim, sou muito prevenida e quem viaja comigo está em segurança.

A cidade tem o mesmo horário de Brasília e o clima é muito parecido com o do Rio Grande do Sul. Pesquisamos a temperatura uma semana antes de viajar mas já sabíamos que estaria um friozinho bem gostoso, o que nos deixou muito animados pois usaríamos nossas amadas roupas de frio e poderíamos caminhar bastante sem nos preocuparmos com calor. Fomos no finalzinho do inverno mas acredito que a melhor época seja a primavera, em outubro, pois as flores devem dar um colorido muito especial às fotos e os parques devem ficar lindos para um belo passeio.

Quando fomos montar nosso pacote na agência, nos ofereceram vários passeios. Achamos que era interessante fazer um city tour já no primeiro dia para “entender” a cidade, ter um ponto de partida no dia seguinte e saber onde não gostaríamos de descer para conhecer e tirar fotos. Ofereceram um passeio de barco pelo Rio Tigre até a Ciudad de La Plata, mas eu vi que em abril havia acontecido uma enchente no local que destruiu algumas coisas e também alguns amigos me disseram que não era nada de extraordinário, que se eu tivesse que deixar de conhecer outro local para ir nesse passeio, era melhor não ir, que era apenas um barco que ficava mostrando uns bairros com mansões. Tipo assim: não tem mais o que ver em Buenos Aires, compre esse passeio. Então não compramos. E outra coisa que ofereceram também foi o tal do jantar com show de Tango no Sr. Tango. Eu e meu marido não gostamos de tango. O ingresso era caro e nos disseram que te colocam na mesma mesa que um monte de gente que você não conhece, não é uma mesa só para você e seu marido. Ah, mas como você vai para a Argentina e não assiste a um show de tango??? E daí? Se eu for para o Rio de Janeiro eu sou obrigada a assistir ao ensaio de uma escola de samba?? Mas se você quiser ir a um show de tango sem pagar uma fortuna, existem outras opções como o show do Café Tortoni, de quebra você ainda conhece um ponto turístico que é esse maravilhoso café! Ficamos só com o city tour e ainda assim nos arrependemos. Ou seja, se for por agência, compre só hotel, passagens e o traslado (vale a pena, o aeroporto é muito longe do centro).  Outra dica, é importante passar um domingo inteirinho na cidade, pois é nesse dia que funcionam as feiras de rua e valem muito a pena! Nós chegamos numa terça e retornamos numa segunda.

Para entrar no País, não é preciso passaporte, basta um documento de identificação, o qual você deve portar durante toda a viagem. Ao desembarcar, você passará pela imigração e receberá um papelzinho impresso, parecido com uma nota de compras, com suas informações pessoais e seu tempo de permanência. Não perca esse papel de jeito nenhum, você não conseguirá sair do País sem ele. Se perder, você levará muito tempo indo à delegacia, consulado etc.

Buenos Aires não vale mais a pena para comprar roupas. Entramos em várias lojas (Adidas, Zara, Nike, Levis etc) e os preços eram exatamente iguais aos de Recife. Falam muito dos outlets mas em alguns você encontra falsificações e até pode ser roubado. Então, se você não for nenhum expert em grifes, nem perca seu tempo, curta a cidade e use seu dinheiro para comer bem e para comprinhas no free shop de lá. Por falar nisso, se você pretende comprar perfumes, maquiagens, relógios, óculos etc, dê uma olhada nos preços das lojas de sua cidade e depois olhe no free shop de São Paulo (ou onde você for fazer sua conexão) para saber o que vale a pena no free shop de Buenos Aires. Por exemplo: um rayban no aeroporto aqui de Recife sai mais barato que no de Buenos Aires. E se você for marinheiro de primeira viagem, peça dicas às amigas, pesquise bem e faça a sua listinha de compras pessoais para não ficar perdida no free shop sem saber por onde começar (como eu fiquei kkkkk) A loja é muito maior que a de São Paulo! Maquiagem e perfume vale muuuuito a pena! Em Buenos Aires tem o  esquema do Global Blue

A localização do hotel também é super importante! Hospedar-se em Puerto Madero é muito chique e romântico, mas fica longe da maioria dos pontos turísticos, a não ser que você possa gastar com táxi. O ideal é ficar no que eles chamam de Microcentro, pertinho da avenida principal, a 9 de Julho. Nós ficamos quase de esquina com ela, num hotel chamado Unique Park Central. Muito simples, mas com o conforto necessário para nós dois. E ele ainda fica bem próximo da Av. Corrientes, uma rua repleta de restaurantes, lanchonetes, cafés e teatros, que funciona quase que 24h, excelente opção para jantar e voltar a pé para o hotel. Toda noite a gente voltava cansado dos passeios, tomávamos um bom banho, descansávamos um pouco e descíamos para a Corrientes para procurar onde jantar. Darei dicas de como economizar na alimentação e aproveitar a gastronomia portenha. Os argentinos jantam muito tarde então muitos estabelecimentos ficam abertos até a madrugada. Ah, e esqueça os fartos cafés da manhã brasileiros, lá é tudo muito simples, mas se você gosta de pão, vai se deliciar com as media lunas, pãezinhos bem parecidos com croissants, uma perdição!

Uma dúvida que eu tinha era de que forma levar o dinheiro. Optamos por trocar dólares aqui e alguns pesos para pagar o jantar da primeira noite e o táxi (comprei uns chocolates no free shop de SP para trocar dólar e ter uma gorjeta caso houvesse carregador de malas no hotel. Também é legal deixar uns 5 dólares de gorjeta para a camareira do hotel no dia da sua saída). Adquiri um cartão (visa travel Money) onde depositei dólares para usar no free shop. É importante ter várias formas de uso de dinheiro, pois a gente nunca sabe o que pode acontecer. Eu andava sempre com esse cartão numa carteira, cartão de crédito internacional em outra bolsa e dinheiro vivo (pesos e dólares) calculado mais ou menos para a despesa diária (falaremos sobre isso já já). O restante do dinheiro eu dividi bem escondido nas malas que ficavam lacradas no hotel. Nunca se sabe, né? O que mais tem por lá é brasileiro kkkkkkkkkkk Bom, para trocar dólares por peso, eu sempre ia num câmbio bem pertinho da Galeria Pacífico, na rua Florida. Tem um monte de cambista nessa rua e, sim, eles sabem que você é turista, vão te oferecer pesos e dezenas de passeios. Não faça negócio com eles, pague mais caro no câmbio, é mais seguro. Voltando a falar em táxi, tenha sempre pesos trocados para efetuar o pagamento. Nunca, jamais, pague com notas altas cujo troco venha com nota de 50 pesos, muito fácil de falsificar. Tem muito taxista pilantra. Eu fiz essa besteira na primeira noite, mas graças a Deus, não recebi nota falsa. Acredito que tenha sido porque o táxi foi solicitado pelo recepcionista do hotel, ele ligou para uma empresa.

Praticamente todos os restaurantes, cafés e lanchonetes possuem wi-fi, nos arrependemos de termos levado apenas nossos celulares, deveríamos ter levado tablet também para pesquisar algumas coisas de última hora. Pagamos por um dia de wi-fi no nosso apto mas depois descobrimos que o wi-fi do lobby do hotel (de graça) pegava no nosso quarto também kkkkk Aí foi só alegria!

Para você que adora doce de leite, uma má notícia: não pode trazer pote de doce de leite, a vigilância sanitária não permite. Então, se entupa por lá mesmo e ande bastante a pé para queimar as calorias! Mas alfajor pode trazer e logo se pensa no alfajor havana. Tem trocentas cafeterias Havana na cidade, mas é um dos mais caros e não achei essas coisas todas não, ele é muito crocante e o biscoito tem um sabor muito acentuado de laranja. Preferi o da Milka, que você encontra por ótimos preços em qualquer supermercado ou bomboniere. Me disseram que vinhos também vale mais a pena no Carrefour.

O que levar na mala? Roupas confortáveis e um bom tênis, é uma cidade excelente para se conhecer a pé. Mas leve uma roupinha social, alguns restaurantes de Puerto Madero não permitem, à noite, tênis e jeans. E também para o caso de ir a um show de tango ou alguma casa noturna (a noite lá é bem badalada). Se tiver máquina fotográfica profissional, pode levar, mas leve uma mais compacta, pois nem todos os lugares parecem confiáveis para expor determinados equipamentos. Me falaram de assaltos, mas não presenciamos nada, apenas alguns mendigos nas ruas do centro. Evite circular em lugares vazios, eu e meu marido tomamos um susto que mais à frente irei relatar.

No mais, tenha a certeza de que irá conhecer uma cidade deliciosa de passear, com muitas opções de diversão e uma excelente gastronomia. Acredito que seja um passeio mais para casal, mas também tem opções para crianças e adolescentes como um zoológico onde você pode entrar nas jaulas e tirar fotos com os animais (http://www.zoolujan.com/), um parque de diversões bem radical (http://www.parquedelacosta.com.ar/) e a Loja da Barbie (http://www.barbie-stores.com/) que é de enlouquecer qualquer menina.  Ficou um gostinho de quero mais, pretendemos voltar com certeza!

PRIMEIRO DIA

Desembarcamos na cidade no final da tarde. O traslado já nos aguardava e eu paguei a gorjeta do motorista em real, muito bem aceito por ele. O aeroporto fica a cerca de 40min do centro da cidade. Fomos informados que o guia do city tour nos procuraria no hotel e conversaria sobre todos os passeios que tinha para nos oferecer. Nos instalamos e o guia chegou. Todos os dias, no início da manhã e no final da tarde, o lobby do hotel ficava repleto de guias e turistas combinando os passeios então o que você não fechou na agência, dá para fechar durante sua estadia. Combinamos o city tour para 9h da manhã seguinte. Ofereceram um almoço mas a gente podia decidir se queria ou não ao final do passeio.

À noite nós fomos jantar no restaurante que eu havia feito a reserva, o Bahia Madero (http://www.bahiamadero.com/), em Puerto Madero .  Gente, me senti rica e fina kkkkkkkk Lugar lindo, romântico, com vista para os diques e a Puente de La Mujer. Nossa intenção era provar o tão falado bife de chorizo e só de me lembrar eu volto a salivar hummmmm... Se você gosta de acompanhamentos tipo arroz, feijão, purê etc, esqueça. Acompanhamentos tradicionais dos pratos argentinos são as papas fritas (batata frita) e salada. Outros acompanhamentos, só para pratos específicos ou em serviços tipo Buffet.

Nos restaurantes de Puerto Madero, é muito comum 2 opções de serviço: a La Carte ou a refeição completa (entrada+pratoprincipal+bebida+sobremesa). Se você pretende mergulhar na culinária portenha, recomendo a completa, a diferença não é grande e nós ainda ganhamos uma garrafa de vinho. Na hora de escolher nossos pratos, ficamos tentando adivinhar os nomes das carnes ou o que tinha pimenta (sou alérgica). O garçom viu nossa agonia e nos ofereceu um cardápio em português. Ufa! Pedi o bife de chorizo com papas fritas e o marido um filé de porco com purê de jerimum. Tudo delicioso! A sobremesa foi crepe de doce de leite para ele e flan com doce de leite e chantilly para mim. Essa minha sobremesa, aliás, tem em tudo que é lugar por lá, é tradicional.

Quando saímos do restaurante, fomos dar uma volta e tirar algumas fotos. O vento estava bem frio, uma delícia! Voltamos para o hotel de táxi.

SEGUNDO DIA

Acordamos cedo, me deliciei com as media lunas fresquinhas e fomos para o lobby aguardar o guia. Ele reuniu o grupo que iria levar do nosso hotel e seguimos de ônibus parando nos outros hotéis onde estavam os outros clientes da agência. No caminho, o guia nos deu várias dicas de lugares que todo turista vai mas que já não vale mais a pena, falou das cafeterias que os argentinos preferem, os melhores restaurantes de Puerto Madero (custo benefício), compras, como agir caso perdesse algum documento etc. Consegui trocar meus dólares com ele por um preço muito bom! No câmbio, era pouco mais de 5 pesos, com ele troquei a 8 pesos.

A primeira parada foi a Plaza de Mayo, onde fica a Casa Rosada, a Catedral Metropolitana e o Cabildo (museu). Muito bonito, mas me senti insegura. Tinha um monte de cartazes de protestos tapando um monte de coisa, deixando o lugar feio, mendigos, vendedores ambulantes e uma mulher horrorosa (com 20 erres!) fantasiada de dançarina de tango se oferecendo para tirar fotos com os homens e ganhar um trocado. Um dos casais que estava no ônibus estava hospedado num hotel quase em frente a essa praça. Deus me livre! Jamais me hospedaria ali! Tiramos várias fotos e voltamos para o ônibus.

Próxima parada: La Boca. Muita gente acha lindo, uma rua (El Caminito) com um monte de casinhas coloridas e várias bugigangas para comprar. Dica: não compre nenhuma lembrancinha nesse lugar, nem mesmo íma de geladeira. Eu comprei e me arrependi! Na Feira da Recoleta você vai encontrar coisas incríveis, super bem trabalhadas e por preços melhores. Vale muito mais a pena! Sobre La Boca, é uma favela (cortiço) colorida onde fizeram barzinhos (muito “malarrumados”), várias lojinhas de artesanato e na rua você pode tirar fotos com dançarinos de tango. Achei tudo muito caro, muita coisa mal feita. Para mim, aquilo tudo é um “pega turista besta”. No bairro só tem isso e o estádio do Boca Juniors, La Bombonera. Ninguém recomenda que você vá em nenhum outro lugar pois é muito perigoso. Tiramos algumas fotos e fomos embora.

E dali o ônibus seguiu por vários pontos turísticos, mas não descemos em mais nenhum. Havíamos programado um dia inteiro nos parques para tirar muitas fotos, mas do ônibus eu vi que não valia a pena. Como era final de inverno, os jardins ainda estavam muito sem graça e para mim, que morei no Rio Grande do Sul, terra de parques belíssimos, não tinha nada de muito diferente, entende? Por isso que eu acho que ir para lá na primavera vale mais a pena. Se ficássemos mais dias, aí sim, daríamos um pulinho nos Bosques de Palermo onde podemos encontrar o Parque Tres de Febrero, o Rosedal, o Jardim Japonês, o Jardim Botânico e o zoológico.  Um fato curioso é que o argentino ama cachorros: são 7 para cada 10 habitantes. E por causa disso, a profissão de “passeador de cachorro” é muito comum na cidade. Os parques estão repletos deles, é muito interessante.

Bom, vimos que gostaríamos de descer em Palermo e na Recoleta, dois bairros deliciosos de passear (moraria em um deles tranquilamente kkkkk), e aí já dava para montar a sequência do nosso roteiro. Tivemos a infeliz ideia de topar pagar pelo tal almoço. O City Tour terminava no restaurante, de lá cada um tinha que se virar para voltar para seu hotel ou ir a outro lugar. O nome era Café de Los Angelitos e o almoço dava direito à sobremesa e aula de tango. Fomos pela comodidade de já almoçar num local indicado por alguém e de lá já ir passear. Serviram uma espécie de lasanha com uns matos verdes no recheio, numa porção quase do tamanho de uma xícara de café. Eu jurava que era a entrada, mas logo em seguida veio a sobremesa: flan com doce de leite. Meu marido arretou-se! Se aquilo não era o suficiente para mim, imagina para dele?! Pagamos e fugimos antes que nos chamassem ao palco para a aula de tango kkkkk

Bom, hora de sacar nosso mapa e iniciar nosso voo solo na cidade. Voltamos andando pela Av. Corrientes e entramos no Shopping Paseo La Plaza. Ele é todo ao ar livre, um lugar muito gostoso para sentar e tomar um café. Fomos dar uma olhada no Museu dos Beatles mas não entramos, era muito caro. Algo tipo R$ 60,00 o ingresso e o museu não tem nada de mais, eu vi algumas fotos antes de viajarmos. Lá também tem The Cavern Pub (que imita o bar de mesmo nome de Londres) e o Beatle Café. Tiramos fotos e demos continuidade à nossa caminhada. Já próximo ao hotel, tem a Plaza General LaValle. Existem vários prédios históricos em torno dessa praça como o belíssimo Teatro Cólon e o Palácio de Justiça. E todas as praças possuem algum monumento. Tiramos várias fotos e continuamos a andar. Marido já reclamando de cansado. Cruzamos a av. 9 de julho e chegamos na Rua Florida, grande centro de compras. Fomos abordados várias vezes por cambistas, gente vendendo passeios, dançarinos de tango querendo tirar fotos, me senti muito incomodada nessa rua. Meu marido queria comprar um moleton, pois achava que não sentiria frio pela manhã aí só levou um casaco de couro para usar à noite. O dia sempre começava frio, mas ia esquentando (e a gente se desmontando) e voltava a esfriar no final da tarde. Mas a gente não queria comprar nada caro, pois ele tinha outros casacos em casa, por isso decidimos procurar no comércio mais popular. O mais barato (e aceitável) que encontramos saiu por quase R$ 100,00, numa lojinha bem fubeca! Paciência... Compramos e fomos conhecer a Galerias Pacífico, que fica na esquina da Florida com a Córdoba. Muito bonito, muitas lojas de grife, mas tudo muito caro, até as lanchonetes e cafés eram caros. Sentamos para descansar, fazer um lanche e discutir o roteiro do dia seguinte. De lá, fomos para o hotel, descansar um pouco antes de jantar.

Para jantar, fomos procurar algum lugar na Av. Corrientes. Decidimos ir ao Il gatto, um dos lugares que pesquisei e vi que as pessoas falavam bem. Mas cometemos um erro, pedimos algo que fosse mais em conta, uma pizza, e foi a pior pizza que já comemos na vida! O queijo parecia um requeijão aguado, massa ruim, fria. Meu marido só comeu uma fatia pequena, ficou mais da metade da pizza. O abuso foi tão grande que nem sobremesa a gente quis. Voltamos para o hotel e comemos uns alfajors que eu comprei no supermercado. Depois ficamos sabendo que o forte do Il Gatto é o bife de chorizo, mas se em todo lugar que a gente fosse comer a gente pedisse bife de chorizo ou algo parecido, gastaríamos uma nota com refeições em Buenos Aires! Para vocês terem uma ideia, uma refeição como a que fizemos em Puerto Madero, completa, sai em torno de R$ 150,00 por casal no almoço e R$ 200,00 no jantar. Num restaurante decente no centro, você gasta R$ 100,00. Num restaurante numa praça de alimentação de shopping, R$ 80,00. Como foi nossa segunda decepção alimentar, e no mesmo dia, tomamos uma decisão: a gente iria almoçar decentemente todos os dias e fazer um lanche no jantar (sanduíches, empanadas, lanche de cafeteria etc) para não gastar tanto.

Amanhã continuo o relato falando do maravilhoso sistema da linha turismo!

xêro!