sábado, 30 de novembro de 2013

BUENOS AIRES


Oi, gente! Credo! Quase 1 ano sem postar!! Kkkkk... Mas tinha muita coisa para por em ordem na minha vida: saúde, trabalho, casa... Muito mais saúde, é verdade, mas está tudo bem. Depois volto para falar disso. Hoje eu quero falar sobre nossas miniférias em Buenos Aires e trazer muitas dicas sobre essa cidade que nos deixou apaixonados.

Acho que já há uns 5 anos, eu e meu marido não tirávamos férias juntos. Nossos calendários não coincidiam. Eis que, em setembro passado, vimos surgir essa oportunidade. Sempre pensamos numa viagem para fora do País e vimos que um pacote de 6 dias em Buenos Aires, por uma agência, cabia no nosso orçamento. A gente procura sempre colocar um dinheirinho na poupança para realizar alguns sonhos (férias, trocar de carro, mudar algo em casa) ou para emergências. Quando decidimos o destino, tratei logo de comprar um guia da cidade bem prático, de fácil manuseio e que eu pudesse levar na bolsa. Fechamos o pacote num dia de promoção (pegamos o dólar num valor ótimo!) e eu corri para o facebook para pedir dicas aos meus amigos viajantes. Nossa, foram tantas dicas que quase enlouqueço para colocar tudo em ordem e montar nosso roteiro. Uma amiga me enviou um verdadeiro dossiê sobre a cidade, com dicas até do que fazer caso eu perdesse o passaporte ou o documento de imigração. Sim, é MUITO importante absorver o máximo de informações sobre o seu destino de viagem para poupar tempo e evitar decepções.

O QUE VOCÊ PRECISA SABER ANTES DE VIAJAR

Buenos Aires tem muita coisa interessante para conhecer e alguns passeios fora da cidade que também valem a pena. Eu comprei um diário de viagem e dividi a cidade por bairros. Para cada bairro, eu coloquei sugestões de locais para refeições e lanches, pontos turísticos imperdíveis e locais para compras. Tudo baseado nas dicas de amigos e pesquisas pela internet. Fiz também on line uma reserva para jantar, já na primeira noite, num bom restaurante em Puerto Madero, pois vi em reportagens que eu poderia enfrentar fila. No diário eu anotei telefones e endereços do hotel, da agência (Recife e SP), dos cartões, como ligar a cobrar para casa, para onde ligar caso acontecesse um acidente e fosse preciso usar o seguro de viagem etc. Para o caso de uma emergência, como tenho problemas de saúde e tomo alguns medicamentos, anotei também os contatos dos meus médicos, medicações e dosagens. Sim, sou muito prevenida e quem viaja comigo está em segurança.

A cidade tem o mesmo horário de Brasília e o clima é muito parecido com o do Rio Grande do Sul. Pesquisamos a temperatura uma semana antes de viajar mas já sabíamos que estaria um friozinho bem gostoso, o que nos deixou muito animados pois usaríamos nossas amadas roupas de frio e poderíamos caminhar bastante sem nos preocuparmos com calor. Fomos no finalzinho do inverno mas acredito que a melhor época seja a primavera, em outubro, pois as flores devem dar um colorido muito especial às fotos e os parques devem ficar lindos para um belo passeio.

Quando fomos montar nosso pacote na agência, nos ofereceram vários passeios. Achamos que era interessante fazer um city tour já no primeiro dia para “entender” a cidade, ter um ponto de partida no dia seguinte e saber onde não gostaríamos de descer para conhecer e tirar fotos. Ofereceram um passeio de barco pelo Rio Tigre até a Ciudad de La Plata, mas eu vi que em abril havia acontecido uma enchente no local que destruiu algumas coisas e também alguns amigos me disseram que não era nada de extraordinário, que se eu tivesse que deixar de conhecer outro local para ir nesse passeio, era melhor não ir, que era apenas um barco que ficava mostrando uns bairros com mansões. Tipo assim: não tem mais o que ver em Buenos Aires, compre esse passeio. Então não compramos. E outra coisa que ofereceram também foi o tal do jantar com show de Tango no Sr. Tango. Eu e meu marido não gostamos de tango. O ingresso era caro e nos disseram que te colocam na mesma mesa que um monte de gente que você não conhece, não é uma mesa só para você e seu marido. Ah, mas como você vai para a Argentina e não assiste a um show de tango??? E daí? Se eu for para o Rio de Janeiro eu sou obrigada a assistir ao ensaio de uma escola de samba?? Mas se você quiser ir a um show de tango sem pagar uma fortuna, existem outras opções como o show do Café Tortoni, de quebra você ainda conhece um ponto turístico que é esse maravilhoso café! Ficamos só com o city tour e ainda assim nos arrependemos. Ou seja, se for por agência, compre só hotel, passagens e o traslado (vale a pena, o aeroporto é muito longe do centro).  Outra dica, é importante passar um domingo inteirinho na cidade, pois é nesse dia que funcionam as feiras de rua e valem muito a pena! Nós chegamos numa terça e retornamos numa segunda.

Para entrar no País, não é preciso passaporte, basta um documento de identificação, o qual você deve portar durante toda a viagem. Ao desembarcar, você passará pela imigração e receberá um papelzinho impresso, parecido com uma nota de compras, com suas informações pessoais e seu tempo de permanência. Não perca esse papel de jeito nenhum, você não conseguirá sair do País sem ele. Se perder, você levará muito tempo indo à delegacia, consulado etc.

Buenos Aires não vale mais a pena para comprar roupas. Entramos em várias lojas (Adidas, Zara, Nike, Levis etc) e os preços eram exatamente iguais aos de Recife. Falam muito dos outlets mas em alguns você encontra falsificações e até pode ser roubado. Então, se você não for nenhum expert em grifes, nem perca seu tempo, curta a cidade e use seu dinheiro para comer bem e para comprinhas no free shop de lá. Por falar nisso, se você pretende comprar perfumes, maquiagens, relógios, óculos etc, dê uma olhada nos preços das lojas de sua cidade e depois olhe no free shop de São Paulo (ou onde você for fazer sua conexão) para saber o que vale a pena no free shop de Buenos Aires. Por exemplo: um rayban no aeroporto aqui de Recife sai mais barato que no de Buenos Aires. E se você for marinheiro de primeira viagem, peça dicas às amigas, pesquise bem e faça a sua listinha de compras pessoais para não ficar perdida no free shop sem saber por onde começar (como eu fiquei kkkkk) A loja é muito maior que a de São Paulo! Maquiagem e perfume vale muuuuito a pena! Em Buenos Aires tem o  esquema do Global Blue

A localização do hotel também é super importante! Hospedar-se em Puerto Madero é muito chique e romântico, mas fica longe da maioria dos pontos turísticos, a não ser que você possa gastar com táxi. O ideal é ficar no que eles chamam de Microcentro, pertinho da avenida principal, a 9 de Julho. Nós ficamos quase de esquina com ela, num hotel chamado Unique Park Central. Muito simples, mas com o conforto necessário para nós dois. E ele ainda fica bem próximo da Av. Corrientes, uma rua repleta de restaurantes, lanchonetes, cafés e teatros, que funciona quase que 24h, excelente opção para jantar e voltar a pé para o hotel. Toda noite a gente voltava cansado dos passeios, tomávamos um bom banho, descansávamos um pouco e descíamos para a Corrientes para procurar onde jantar. Darei dicas de como economizar na alimentação e aproveitar a gastronomia portenha. Os argentinos jantam muito tarde então muitos estabelecimentos ficam abertos até a madrugada. Ah, e esqueça os fartos cafés da manhã brasileiros, lá é tudo muito simples, mas se você gosta de pão, vai se deliciar com as media lunas, pãezinhos bem parecidos com croissants, uma perdição!

Uma dúvida que eu tinha era de que forma levar o dinheiro. Optamos por trocar dólares aqui e alguns pesos para pagar o jantar da primeira noite e o táxi (comprei uns chocolates no free shop de SP para trocar dólar e ter uma gorjeta caso houvesse carregador de malas no hotel. Também é legal deixar uns 5 dólares de gorjeta para a camareira do hotel no dia da sua saída). Adquiri um cartão (visa travel Money) onde depositei dólares para usar no free shop. É importante ter várias formas de uso de dinheiro, pois a gente nunca sabe o que pode acontecer. Eu andava sempre com esse cartão numa carteira, cartão de crédito internacional em outra bolsa e dinheiro vivo (pesos e dólares) calculado mais ou menos para a despesa diária (falaremos sobre isso já já). O restante do dinheiro eu dividi bem escondido nas malas que ficavam lacradas no hotel. Nunca se sabe, né? O que mais tem por lá é brasileiro kkkkkkkkkkk Bom, para trocar dólares por peso, eu sempre ia num câmbio bem pertinho da Galeria Pacífico, na rua Florida. Tem um monte de cambista nessa rua e, sim, eles sabem que você é turista, vão te oferecer pesos e dezenas de passeios. Não faça negócio com eles, pague mais caro no câmbio, é mais seguro. Voltando a falar em táxi, tenha sempre pesos trocados para efetuar o pagamento. Nunca, jamais, pague com notas altas cujo troco venha com nota de 50 pesos, muito fácil de falsificar. Tem muito taxista pilantra. Eu fiz essa besteira na primeira noite, mas graças a Deus, não recebi nota falsa. Acredito que tenha sido porque o táxi foi solicitado pelo recepcionista do hotel, ele ligou para uma empresa.

Praticamente todos os restaurantes, cafés e lanchonetes possuem wi-fi, nos arrependemos de termos levado apenas nossos celulares, deveríamos ter levado tablet também para pesquisar algumas coisas de última hora. Pagamos por um dia de wi-fi no nosso apto mas depois descobrimos que o wi-fi do lobby do hotel (de graça) pegava no nosso quarto também kkkkk Aí foi só alegria!

Para você que adora doce de leite, uma má notícia: não pode trazer pote de doce de leite, a vigilância sanitária não permite. Então, se entupa por lá mesmo e ande bastante a pé para queimar as calorias! Mas alfajor pode trazer e logo se pensa no alfajor havana. Tem trocentas cafeterias Havana na cidade, mas é um dos mais caros e não achei essas coisas todas não, ele é muito crocante e o biscoito tem um sabor muito acentuado de laranja. Preferi o da Milka, que você encontra por ótimos preços em qualquer supermercado ou bomboniere. Me disseram que vinhos também vale mais a pena no Carrefour.

O que levar na mala? Roupas confortáveis e um bom tênis, é uma cidade excelente para se conhecer a pé. Mas leve uma roupinha social, alguns restaurantes de Puerto Madero não permitem, à noite, tênis e jeans. E também para o caso de ir a um show de tango ou alguma casa noturna (a noite lá é bem badalada). Se tiver máquina fotográfica profissional, pode levar, mas leve uma mais compacta, pois nem todos os lugares parecem confiáveis para expor determinados equipamentos. Me falaram de assaltos, mas não presenciamos nada, apenas alguns mendigos nas ruas do centro. Evite circular em lugares vazios, eu e meu marido tomamos um susto que mais à frente irei relatar.

No mais, tenha a certeza de que irá conhecer uma cidade deliciosa de passear, com muitas opções de diversão e uma excelente gastronomia. Acredito que seja um passeio mais para casal, mas também tem opções para crianças e adolescentes como um zoológico onde você pode entrar nas jaulas e tirar fotos com os animais (http://www.zoolujan.com/), um parque de diversões bem radical (http://www.parquedelacosta.com.ar/) e a Loja da Barbie (http://www.barbie-stores.com/) que é de enlouquecer qualquer menina.  Ficou um gostinho de quero mais, pretendemos voltar com certeza!

PRIMEIRO DIA

Desembarcamos na cidade no final da tarde. O traslado já nos aguardava e eu paguei a gorjeta do motorista em real, muito bem aceito por ele. O aeroporto fica a cerca de 40min do centro da cidade. Fomos informados que o guia do city tour nos procuraria no hotel e conversaria sobre todos os passeios que tinha para nos oferecer. Nos instalamos e o guia chegou. Todos os dias, no início da manhã e no final da tarde, o lobby do hotel ficava repleto de guias e turistas combinando os passeios então o que você não fechou na agência, dá para fechar durante sua estadia. Combinamos o city tour para 9h da manhã seguinte. Ofereceram um almoço mas a gente podia decidir se queria ou não ao final do passeio.

À noite nós fomos jantar no restaurante que eu havia feito a reserva, o Bahia Madero (http://www.bahiamadero.com/), em Puerto Madero .  Gente, me senti rica e fina kkkkkkkk Lugar lindo, romântico, com vista para os diques e a Puente de La Mujer. Nossa intenção era provar o tão falado bife de chorizo e só de me lembrar eu volto a salivar hummmmm... Se você gosta de acompanhamentos tipo arroz, feijão, purê etc, esqueça. Acompanhamentos tradicionais dos pratos argentinos são as papas fritas (batata frita) e salada. Outros acompanhamentos, só para pratos específicos ou em serviços tipo Buffet.

Nos restaurantes de Puerto Madero, é muito comum 2 opções de serviço: a La Carte ou a refeição completa (entrada+pratoprincipal+bebida+sobremesa). Se você pretende mergulhar na culinária portenha, recomendo a completa, a diferença não é grande e nós ainda ganhamos uma garrafa de vinho. Na hora de escolher nossos pratos, ficamos tentando adivinhar os nomes das carnes ou o que tinha pimenta (sou alérgica). O garçom viu nossa agonia e nos ofereceu um cardápio em português. Ufa! Pedi o bife de chorizo com papas fritas e o marido um filé de porco com purê de jerimum. Tudo delicioso! A sobremesa foi crepe de doce de leite para ele e flan com doce de leite e chantilly para mim. Essa minha sobremesa, aliás, tem em tudo que é lugar por lá, é tradicional.

Quando saímos do restaurante, fomos dar uma volta e tirar algumas fotos. O vento estava bem frio, uma delícia! Voltamos para o hotel de táxi.

SEGUNDO DIA

Acordamos cedo, me deliciei com as media lunas fresquinhas e fomos para o lobby aguardar o guia. Ele reuniu o grupo que iria levar do nosso hotel e seguimos de ônibus parando nos outros hotéis onde estavam os outros clientes da agência. No caminho, o guia nos deu várias dicas de lugares que todo turista vai mas que já não vale mais a pena, falou das cafeterias que os argentinos preferem, os melhores restaurantes de Puerto Madero (custo benefício), compras, como agir caso perdesse algum documento etc. Consegui trocar meus dólares com ele por um preço muito bom! No câmbio, era pouco mais de 5 pesos, com ele troquei a 8 pesos.

A primeira parada foi a Plaza de Mayo, onde fica a Casa Rosada, a Catedral Metropolitana e o Cabildo (museu). Muito bonito, mas me senti insegura. Tinha um monte de cartazes de protestos tapando um monte de coisa, deixando o lugar feio, mendigos, vendedores ambulantes e uma mulher horrorosa (com 20 erres!) fantasiada de dançarina de tango se oferecendo para tirar fotos com os homens e ganhar um trocado. Um dos casais que estava no ônibus estava hospedado num hotel quase em frente a essa praça. Deus me livre! Jamais me hospedaria ali! Tiramos várias fotos e voltamos para o ônibus.

Próxima parada: La Boca. Muita gente acha lindo, uma rua (El Caminito) com um monte de casinhas coloridas e várias bugigangas para comprar. Dica: não compre nenhuma lembrancinha nesse lugar, nem mesmo íma de geladeira. Eu comprei e me arrependi! Na Feira da Recoleta você vai encontrar coisas incríveis, super bem trabalhadas e por preços melhores. Vale muito mais a pena! Sobre La Boca, é uma favela (cortiço) colorida onde fizeram barzinhos (muito “malarrumados”), várias lojinhas de artesanato e na rua você pode tirar fotos com dançarinos de tango. Achei tudo muito caro, muita coisa mal feita. Para mim, aquilo tudo é um “pega turista besta”. No bairro só tem isso e o estádio do Boca Juniors, La Bombonera. Ninguém recomenda que você vá em nenhum outro lugar pois é muito perigoso. Tiramos algumas fotos e fomos embora.

E dali o ônibus seguiu por vários pontos turísticos, mas não descemos em mais nenhum. Havíamos programado um dia inteiro nos parques para tirar muitas fotos, mas do ônibus eu vi que não valia a pena. Como era final de inverno, os jardins ainda estavam muito sem graça e para mim, que morei no Rio Grande do Sul, terra de parques belíssimos, não tinha nada de muito diferente, entende? Por isso que eu acho que ir para lá na primavera vale mais a pena. Se ficássemos mais dias, aí sim, daríamos um pulinho nos Bosques de Palermo onde podemos encontrar o Parque Tres de Febrero, o Rosedal, o Jardim Japonês, o Jardim Botânico e o zoológico.  Um fato curioso é que o argentino ama cachorros: são 7 para cada 10 habitantes. E por causa disso, a profissão de “passeador de cachorro” é muito comum na cidade. Os parques estão repletos deles, é muito interessante.

Bom, vimos que gostaríamos de descer em Palermo e na Recoleta, dois bairros deliciosos de passear (moraria em um deles tranquilamente kkkkk), e aí já dava para montar a sequência do nosso roteiro. Tivemos a infeliz ideia de topar pagar pelo tal almoço. O City Tour terminava no restaurante, de lá cada um tinha que se virar para voltar para seu hotel ou ir a outro lugar. O nome era Café de Los Angelitos e o almoço dava direito à sobremesa e aula de tango. Fomos pela comodidade de já almoçar num local indicado por alguém e de lá já ir passear. Serviram uma espécie de lasanha com uns matos verdes no recheio, numa porção quase do tamanho de uma xícara de café. Eu jurava que era a entrada, mas logo em seguida veio a sobremesa: flan com doce de leite. Meu marido arretou-se! Se aquilo não era o suficiente para mim, imagina para dele?! Pagamos e fugimos antes que nos chamassem ao palco para a aula de tango kkkkk

Bom, hora de sacar nosso mapa e iniciar nosso voo solo na cidade. Voltamos andando pela Av. Corrientes e entramos no Shopping Paseo La Plaza. Ele é todo ao ar livre, um lugar muito gostoso para sentar e tomar um café. Fomos dar uma olhada no Museu dos Beatles mas não entramos, era muito caro. Algo tipo R$ 60,00 o ingresso e o museu não tem nada de mais, eu vi algumas fotos antes de viajarmos. Lá também tem The Cavern Pub (que imita o bar de mesmo nome de Londres) e o Beatle Café. Tiramos fotos e demos continuidade à nossa caminhada. Já próximo ao hotel, tem a Plaza General LaValle. Existem vários prédios históricos em torno dessa praça como o belíssimo Teatro Cólon e o Palácio de Justiça. E todas as praças possuem algum monumento. Tiramos várias fotos e continuamos a andar. Marido já reclamando de cansado. Cruzamos a av. 9 de julho e chegamos na Rua Florida, grande centro de compras. Fomos abordados várias vezes por cambistas, gente vendendo passeios, dançarinos de tango querendo tirar fotos, me senti muito incomodada nessa rua. Meu marido queria comprar um moleton, pois achava que não sentiria frio pela manhã aí só levou um casaco de couro para usar à noite. O dia sempre começava frio, mas ia esquentando (e a gente se desmontando) e voltava a esfriar no final da tarde. Mas a gente não queria comprar nada caro, pois ele tinha outros casacos em casa, por isso decidimos procurar no comércio mais popular. O mais barato (e aceitável) que encontramos saiu por quase R$ 100,00, numa lojinha bem fubeca! Paciência... Compramos e fomos conhecer a Galerias Pacífico, que fica na esquina da Florida com a Córdoba. Muito bonito, muitas lojas de grife, mas tudo muito caro, até as lanchonetes e cafés eram caros. Sentamos para descansar, fazer um lanche e discutir o roteiro do dia seguinte. De lá, fomos para o hotel, descansar um pouco antes de jantar.

Para jantar, fomos procurar algum lugar na Av. Corrientes. Decidimos ir ao Il gatto, um dos lugares que pesquisei e vi que as pessoas falavam bem. Mas cometemos um erro, pedimos algo que fosse mais em conta, uma pizza, e foi a pior pizza que já comemos na vida! O queijo parecia um requeijão aguado, massa ruim, fria. Meu marido só comeu uma fatia pequena, ficou mais da metade da pizza. O abuso foi tão grande que nem sobremesa a gente quis. Voltamos para o hotel e comemos uns alfajors que eu comprei no supermercado. Depois ficamos sabendo que o forte do Il Gatto é o bife de chorizo, mas se em todo lugar que a gente fosse comer a gente pedisse bife de chorizo ou algo parecido, gastaríamos uma nota com refeições em Buenos Aires! Para vocês terem uma ideia, uma refeição como a que fizemos em Puerto Madero, completa, sai em torno de R$ 150,00 por casal no almoço e R$ 200,00 no jantar. Num restaurante decente no centro, você gasta R$ 100,00. Num restaurante numa praça de alimentação de shopping, R$ 80,00. Como foi nossa segunda decepção alimentar, e no mesmo dia, tomamos uma decisão: a gente iria almoçar decentemente todos os dias e fazer um lanche no jantar (sanduíches, empanadas, lanche de cafeteria etc) para não gastar tanto.

Amanhã continuo o relato falando do maravilhoso sistema da linha turismo!

xêro!

Um comentário:

Cantinho da Fabi disse...

Bom demais saber que vc voltou , amei seu recadinho no meu blog . Beijokas