Como vocês sabem, sou portadora de lúpus, descoberto há quase 2 anos e meio. No início deste mês fui liberada pelo médico que me acompanha para engravidar. Terei de ser acompanhada de perto pois será uma gravidez de risco e chegar até o final dela com muita saúde será um desafio e uma vitória.
Como forma de ajudar a quem também tem lúpus e também para deixar aqui arquivado minhas pesquisas, hoje vou compartilhar textos do blog Da Fertilidade à Maternidade, que explica o que é o lúpus, doenças autoimunes, tratamentos e gravidez para portadoras da doença.
"O Lúpus Eritematoso Sistêmico é uma doença inflamatória crônica de causa desconhecida em que há uma participação do sistema imunológico com a formação de autoanticorpos, que podem “agredir” o organismo através de inflamação de múltiplos órgãos e sistemas. É uma doença que até o momento não tem cura, embora o avanço tecnológico farmacêutico nos traga muitas esperanças alentadoras. É mais frequente em mulheres na época do período fértil que compreende teoricamente da primeira até a última menstruação e, portanto a ação do hormônio sexual feminino chamado estrogênio desempenha um papel no desenvolvimento e recaídas da doença. Estima-se que nesta faixa etária 90% dos casos ocorram em mulheres. Nos períodos da pré e pós menopausa as incidências entre homens e mulheres tendem a se aproximar.
Até o momento não há evidência de que a causa seja psicossomática, a causa é desconhecida. O estresse psíquico de qualquer natureza pode piorar a doença, mas este conceito vale para todas as doenças crônicas, e cada caso deve ser individualizado e a familiarização na relação médico-paciente ajuda nesta abordagem.
Não temos dados do número de casos de LES em nosso meio. Pode-se estimar uma incidência de 0,2 a 0,3% da população.
Até o advento da corticoterapia na década de 1940 não havia tratamento com alguma eficácia para o LES. Até essa época podia-se encontrar como definição de doença fatal de mulher jovem. Tem sido observado que a sobrevida do LES tem melhorado significativamente nas últimas décadas e este fato está associado ao uso de imunossupressores. Pode parecer paradoxal já que o uso de imunossupressores (IS) aumenta o risco de infecção. Há avanços recentes no conhecimento de novos IS além de outra categoria de medicamentos chamados de imunobiológicos, e as perspectivas são muito boas.
O paciente com LES pode manifestar diferentes manifestações na pele, algumas clássicas como asa de borboleta no rosto, o aumento da fotossensibilidade, lesões bolhosas, lesões ulceradas dentre muitas outras.
Há um problema no sistema imunológico, mas este fato não aumenta a chance de alergias, o que ocorre é que a formação de anticorpos, uma parte desses, se volta contra o paciente. É importante ressaltar que nem todos que produzem autoanticorpos desenvolvam doença autoimune.
Quando os autoanticorpos são patogênicos o tipo de lesão que ocorre nos órgãos é uma inflamação, que tem extensão e gravidade variáveis. Um dos órgãos que pode ser afetado pelo LES é o cérebro e, portanto as manifestações neurológicas e psiquiátricas são esperadas em alguns casos.
Doenças autoimunes
A principal função do sistema imune é a defesa contra microorganismos invasores. A organização é semelhante à de um exército, com células especializadas para diferentes funções como neutralizar, mandar mensagem, inibir e matar. Os soldados são os leucócitos e células do sistema mononuclear fagocitário, como macrófago. Existem ainda barreiras naturais (pele, saliva, etc) que se forem vencidas levam a uma outra etapa de defesa que é a inflamação. Caso essa resposta não seja eficiente para resolver o problema o sistema imune utiliza mecanismos mais especializados para proteger o organismo que é a resposta imune específica (linfócitos e autoanticorpos).
As doenças autoimunes sistêmicas têm causa desconhecida e são caracterizadas por envolvimento de vários órgãos e por uma resposta imune específica alterada. Nesses pacientes o sistema imune agride o próprio organismo, levando a disfunção de órgãos ou sistemas. É importante ressaltar que essas doenças não são contagiosas.
O diagnóstico dessas doenças é difícil, pois as manifestações são variáveis, dependem dos órgãos envolvidos e em geral aparecem ao longo do tempo. Entre as principais doenças autoimunes temos:
1) Lúpus Eritematoso Sistêmico é um distúrbio inflamatório crônico e multissistêmico que ocorre predominantemente em mulheres na idade fértil. A pele e articulação são os envolvimentos mais frequentes e os mais graves são rim e sistema nervoso. Outros órgãos e sistemas podem ser acometidos pela doença.
2) Artrite Reumatóide é uma doença que acomete mais a mulher e se caracteriza por artrite simétrica principalmente em mãos, punhos, pés e joelhos que pode levar a destruição progressiva das estruturas articulares resultando em deformidades. Muitas vezes é acompanhada de sintomas sistêmicos.
3) Síndrome de Sjogren é uma doença sistêmica crônica caracterizada pela diminuição de secreção das glândulas mucosas causando secura da boca, olhos e outras mucosas. Faz parte do quadro artrite.
4) Polimiosite de Dermatomiosite são doenças raras caracterizadas por alterações inflamatórias no músculo e pele. As manifestações incluem fraqueza muscular e lesão de pele característica na dermatomiosite.
5) Esclerose Sistêmica é uma doença crônica caracterizada por fibrose difusa, alterações vasculares em pele articulações e órgãos internos. Os sintomas mais comuns são fenômeno de Raynaud, disfagia, espessamento de pele e poliartralgia.
A influência emocional em doenças autoimunes é demonstrada pela ativação ou desencadeamento do quadro em períodos de “stress”, não se conhece, no entanto, o(s) mecanismo(s) envolvido(s) nesse processo. Outros fatores que podem piorar essas doenças são luz ultra-violeta (exposição solar) e infecções virais.
Os medicamentos usados para tratar o LES variam desde analgésicos simples até medicamentos mais fortes como os imunossupressores. O reumatologista é o médico que deve orientar esse tratamento eventualmente recorrendo, em algumas circunstâncias, ao apoio de outras especialidades. Os anti-inflamatórios chamados não-hormonais (diclofenaco, ibuprofen, naproxeno, etc) são frequentemente usados, porem cuidado deve ser tomado devido a eventuais efeitos colaterais como gastrite, úlcera e inflamação renal(nefrite). Seu uso, bem como de todos os outros medicamentos, deve sempre ser orientado por médico, nunca usado por conta própria. O uso dos antimaláricos (cloroquina e hidroxicloroquina) é extremamente útil no controle das manifestações de pele e articulares da doença.
Outros medicamentos muito usados e úteis, quando orientado por reumatologista, são os anti-inflamatórios chamados hormonais (corticosteroides) Seu uso é muito comum para tratar a atividade da doença e, devido aos potenciais efeitos colaterais (hipertensão, diabetes, osteoporose, aumento de peso, etc, etc, etc…), deve ser usado com orientação do reumatologista por tempo o mais breve possível. Nos casos mais graves ou para reduzir mais rápido os corticosteroides, são utilizados os imunossupressores. Esses medicamentos são usados para diminuir a produção dos anticorpos citados no tópico Definição. Essas drogas têm muitos efeitos colaterais (alergias, infecções graves, etc) e são úteis somente quando o tratamento é orientado por médico, nunca por conta própria. Medidas gerais de orientação de hábitos como parar de fumar, parar de beber álcool, exercícios nos períodos de remissão da doença, dieta saudável, protetores solares são sempre úteis no tratamento. O controle da pressão, dos níveis de colesterol, do stress, da vida sedentária é muito importante.
A sexualidade, mais por fatores psicológicos do que físicos ou medicamentosos, pode estar afetada. Eventualmente, por problemas associados a medicamentos ou à própria doença, pode ocorrer ressecamento de mucosas, inclusive vaginal, prejudicando o ato sexual. Existem cremes hidratantes que podem auxiliar e o paciente deve discutir esse assunto abertamente com o seu médico. Toda alteração de mucosas em órgãos sexuais deve ser comunicada ao médico para um pronto tratamento, muitas vezes com especialista apropriado. Alguns medicamentos, principalmente os imunossupressores podem causar infertilidade ou menopausa precoce. O exemplo desses medicamentos é a ciclofosfamida, devendo o paciente estar ciente. A maioria desses imunossupressores também é prejudicial ao feto. Logo, quando do seu uso, a anticoncepção deve ser feita e somente interrompida com ordem médica.
O Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) é uma doença crônica de causa desconhecida, onde acontecem alterações fundamentais no sistema imunológico da pessoa, atingindo predominantemente mulheres. O sistema imunológico é uma rede complexa de órgãos, tecidos, células e substâncias encontradas na circulação sanguínea, que agem em conjunto para nos proteger de agentes estranhos.
Em cada dez portadores desta doença, nove são mulheres, e ao contrário do que se pensa é preciso tomar muito cuidado com suas consequências, que vão além do que os leves sintomas iniciais, que são os seguintes:
- Dor e rigidez nas articulações, com ou sem inchaço;
- Dores musculares;
- Febre sem causa conhecida;
- Cansaço;
- Rachaduras na pele;
- Anemia;
- Problemas de raciocínio e memória;
- Problemas renais sem causa aparente;
- Dor no peito ao respirar profundamente;
- Sensibilidade à luz;
- Perda de cabelo.
Segundo pesquisas, geralmente o Lúpus se manifesta entre os quinze e os quarenta e cinco anos de idade, mas pode acontecer antes ou depois. Além de ser uma doença que afeta em uma grande escala as mulheres, também incide muito mais entre negros do que entre brancos.
O Lúpus Discóide se desenvolve essencialmente na pele do rosto, nuca e couro cabeludo.
Porém, dentre os casos deste tipo de Lúpus apenas 10 % evoluem para o Lúpus Sistêmico que pode ter efeitos graves que podem ser irreversíveis, dependendo dos órgãos atingidos dentre eles o coração, pulmão, sangue e rins.
Outras causas constatadas do Lúpus Sistêmico nas mulheres são: a cefaléia ou enxaqueca, artrite, fenômeno de Raynaud e sintomas psiquiátricos.
Uma pessoa com Lúpus desenvolve anticorpos que reagem contra as suas células normais, ou seja, a pessoa torna-se “alérgica” a ela mesma, o que faz do Lúpus uma doença autoimune.
O Lúpus não é uma doença comum, não é contagiosa, é causado por alterações no sistema Imunológico, por fatores ambientais (como a luz ultravioleta, presente na luz do sol e na luz das lâmpadas fluorescentes) também pela questão hormonal (nível alto de estrógenos) presente no organismo feminino e predisposição genética do paciente.
Como citado inicialmente, o Lúpus é uma doença que pode trazer sérias consequências e riscos causando o comprometimento de órgãos vitais, mas há tratamento e quanto antes diagnosticado melhor.
Algumas orientações importantes, para todos os pacientes com LES:
- O uso de filtro solar e sempre evitar a exposição solar durante os períodos de maior;
- Incidência de raios Uva (entre as nove horas da manhã e quatro horas da tarde);
- Ter uma dieta balanceada, pobre em gordura de origem animal, frituras e rica em cálcio e derivados do leite;
- Fazer exercícios físicos regulares, no mínimo três vezes a semana, evitando assim doenças do coração e perda de massa óssea;
- As mulheres devem evitar o uso de hormônios estrogênios, pois podem desencadear;
- Atividade do LES e aumentar o risco de fenômenos tromboembólicos.
Lembre-se, sempre converse e esclareça suas dúvidas com o médico.
A portadora de Lúpus pode ter filhos? Em quais situações que sim e em quais que não?
Sim. O índice de fertilidade e esterilidade em mulheres com LES é semelhante ao observado em grupos sem a doença.
Hoje em dia, 50% de todas as gestações em mulheres lúpicas são completamente normais, enquanto 25% podem ter bebês pre-maturos. A perda do feto, devido a abortos espontâneos, ou a morte do bebê podem ocorrer em 15 a 25% dos casos.
Entretanto, existem situações que podem dificultar a gravidez, como por exemplo: períodos prolongados de atividade da doença podem levar a irregularidade menstrual ou mesmo amenorréia (suspensão do ciclo menstrual por mais de 3 meses); pacientes tomando ciclofosfamida podem desenvolver falência ovariana prematura.
Ainda hoje é recomendado à portadora com Lúpus em atividade a realizar aborto?
Não, a paciente em atividade deve ter um seguimento médico mais frequente e receber o tratamento necessário para o controle da doença.
A atividade da doença ou exacerbações tende a ser suave na maioria dos casos. Os sintomas mais comuns são artrite, rahs e fadiga. Aproximadamente 30% das pacientes com Lúpus vão ter uma diminuição do número de plaquetas (plaquetopenia) no sangue durante a gravidez, enquanto 20% poderão ter perda de proteína (proteinúria) na urina. A nefrite lúpica quando presente antes da concepção também aumenta as chances de se ter uma exacerbação durante a gravidez.
É importante distinguir os sintomas de atividade do Lúpus das mudanças normais do corpo que ocorrem durante a gravidez. Por exemplo: durante a gravidez os ligamentos e estruturas ao redor das articulações podem acumular líquido (chamado embebição gravídica), e causar inchaços; estes não representam inflamação. Outro exemplo: muitas mulheres podem apresentar maior nascimento de cabelo na gravidez, seguido de uma grande queda após o parto. Embora a queda de cabelos seja um sintoma da atividade do Lúpus, é mais um resultado das mudanças que ocorrem durante uma gravidez normal.
A gravidez numa portadora de Lúpus é considerada de alto risco?
Sim, embora a maioria das gestações em pacientes lúpicas evoluam de forma normal, todas devem ser consideradas de “alto risco”; uma vez que a gravidez pode influenciar a evolução clínica da doença; por outro lado, no LES podem ocorrer com maior frequência, abortos expontâneos, prematuridade e bebês de baixo peso. Portanto, a gestante lúpica deve ser acompanhada de perto tanto pelo reumatologista como pelo obstetra, para que problemas possam ser prevenidos e intervenções rápidas sejam realizadas quando necessário.
A portadora de Lúpus grávida terá o nascimento de um bebê normal ou pre-maturo?
Atualmente 50% de todas as gestações em mulheres lúpicas são completamente normais, enquanto até 25% podem ter bebês pre-maturos.
A portadora de Lúpus grávida terá o nascimento de um bebê com Lúpus?
Pacientes com LES podem apresentar autoanticorpos, conhecidos como anti-Ro/SSA ou anti-La/SSb e raramente anti-U1 RNP, com capacidade de atravessar a placenta e potencialmente provocar algumas alterações no bebê conhecidas como Lúpus Neo-Natal. O Lúpus Neo-Natal não é igual ao Lúpus Eritematoso Sistêmico.
O Lúpus Neo-Natal é uma síndrome rara, que ocorre em aproximadamente 3% das mulheres lúpicas com anti-Ro/SSA. Ele se manifesta com lesões cutâneas (RASH) passageiras, alterações na contagem de células sanguíneas e hapáticas também passageiras, e um tipo especial de anormalidade no batimento cardíaco (bloqueio cardíaco). Se a anormalidade nos batimentos cardíacos ocorrer, o que é raro, ela é permanente; mas tem tratamento. As manifestações não cardíacas são transitórias tendendo a desaparecer em aproximadamente 6 meses, quando desaparecem os anticorpos maternos da circulação do bebê. Mesmo bebês com a anormalidade nos batimentos cardíacos crescem normalmente.
Se uma mãe teve um filho com Lúpus Neo-Natal, há cerca de 25 % de chances de ter outra criança com o mesmo problema.
Como deverá ser efetuado o acompanhamento da gravidez de uma portadora de Lúpus?
Visitas frequentes ao médico são importantes em qualquer gravidez de alto risco, isso porquê muitos problemas podem ser prevenidos, ou tratados mais facilmente, se observados no início.
Como em toda gravidez regras básicas são essenciais: comer bem e com intervalos regulares, tomar os medicamentos conforme a prescrição, não fumar, não beber. Fazer exercícios leves conforme orientação.
O Lúpus pode provocar dano à placenta?
Sim, a ocorrência de comprometimento fetal induzido pelo LES pode estar intimamente ligado às alterações placentárias. Estas parecem ser mais frequentes a partir da 25a semana de gestação, quando pode ser observado retardo de crescimento do bebê, redução dos movimentos do bebê, diminuição do líquido amniótico e da placenta.
Na histopatologia (estudo do tecido placentário) pode ser observada trombose, oclusão de vasos placentários e proliferação endotelial.
O parto de uma grávida com Lúpus pode ser normal ou tem que ser cesariana?
A mãe lúpica pode tentar o parto normal, desde que mãe e bebê estejam bem e controlados clinicamente; no entanto, não deve ser uma preocupação excessiva, pois diante de qualquer problema a cesariana pode garantir a saúde da mãe e do filho. Quando possível procurar um hospital que disponha de uma unidade especializada no tratamento de recém-nascidos pre-maturos.
O Lúpus pode entrar em crise quando uma portadora de Lúpus está grávida?
Sim, a gravidez pode exacerbar o curso clínico do Lúpus em até 30 a 35% das pacientes. Quando ocorre a crise, ou seja, o Lúpus entra em atividade, esta tende a acontecer durante o primeiro ou segundo trimestre da gravidez, ou durante os dois meses imediatamente após o parto (puerpério).
Nas pacientes em fase de inatividade da doença, a gravidez poderá não modificar o prognóstico ou mesmo o curso evolutivo do LES.
Qual o melhor momento para uma portadora de Lúpus ficar grávida?
Durante os períodos de remissão da doença, estudos mostram que quando a gravidez ocorre em períodos de 6 a 12 meses da doença fora de atividade a evolução é bem melhor.
O que é toxemia da gravidez?
A toxemia gravídica ou doença hipertensiva específica da gravidez compreende um conjunto de problemas que só acontece durante a gravidez, depois da 20ª semana. Ela engloba desde casos leves de hipertensão arterial e o inchaço no início da gestação até os quadro de pré-eclampsia, eclampsia e síndrome HELLP.
A paciente que com pré-eclampsia desenvolve pressão alta e passa a eliminar proteína na urina. O inchaço pode iniciar nas pernas e chegar a atingir o corpo inteiro. A eclampsia é uma complicação da pré-eclampsia combinada com ataques epiléticos ou coma.
Pode afetar até 20% das pacientes com Lúpus. Essa é uma situação séria requerendo tratamento imediato e, geralmente, um parto pre-maturo.
Há risco de aborto espontâneo?
Sim, a perda fetal espontânea ocorre aproximadamente ente 15 a 25% das gestações em pacientes lúpicas.
A portadora de Lúpus pode ingerir medicamentos durante a gravidez?
Como em toda gravidez deve-se evitar a ingestão de medicamentos sem orientação médica. De forma geral, medicamentos necessários a manutenção do tratamento do Lúpus não devem ser retirados.
As medicações podem afetar o bebê?
É seguro usar a maioria dos medicamentos normalmente ingeridos por pacientes com LES durante a gravidez. Prednisona, Prednisolona e, provavelmente, methylprednisolona não atravessam a placenta e são seguros para o bebê.
Estudos sugerem que azathioprina (Imuran) e hidroxicloriquina (Plaquinol) ajudam a controlar a doença e não afetam os bebês, mas isso ainda não é confirmado. Ciclofosfamida é definitivamente nociva durante os três primeiros meses de gravidez.
Uma paciente de Lúpus que fez uso da medicação Talidomida pode ficar grávida? Por quê?
Não, durante o uso de Talidomida na gravidez é totalmente contra-indicada.
No caso da paciente já ter interrompido o uso da Talidomida, o intervalo entre a retirada da medicação e a tentativa de engravidar deve ser de no mínimo 6 meses.
A Talidomida usada na gravidez pode ter efeitos teratogênicos, ou seja, predispor a mal formações (particularmente em extremidades).
Quais os problemas que a SAF pode trazer a gravidez de uma portadora de Lúpus?
A Síndrome do anticorpo anti-fosfolípide (SAF) pode ser encontrada em cerca de 30% de pacientes com LES, é uma causa de trombofilia adquirida, quer dizer, tendência a eventos trombóticos. Como os anticorpos anti-fosfolípides provocam trombose placentária e vasculopatia (lesão dos vasos) da decídua não está completamente elucidado, mas podem ser causa de perda fetal.
O maior risco de perda fetal está relacionado à presença de anticoagulantes lúpico, altos títulos de anticorpos anticardiolipina (aCL) da classe IgG, isoladamente ou associado a anticoagulante lúpico.
A portadora de Lúpus pode amamentar o seu bebê?
A amamentação deve ser estimulada; no entanto é necessário avaliar com o médico as medicações que estão sendo usadas, pois estas podem se concentrar no leite materno e passar para o bebê.
No caso do bebê pre-maturo, este pode não ter força ao sugar o peito materno, neste caso a retirada do leite com auxílio de uma bombinha pode ser utilizada para alimentar o bebê."
Depois volto para falar sobre outro problema que desenvolvi: endometriose.
xêro!
terça-feira, 31 de dezembro de 2013
quarta-feira, 4 de dezembro de 2013
QUARTO DIA
Hoje era dia de voltar na Santa Fé
para fazer compras. Marido foi para um lado, eu fui para o outro. Voltei para o
hotel com mais 2 bolsas (saldo da viagem: 4 bolsas). Marido comprou 2 pedais para
as guitarras dele. Nos encontramos no hotel e pegamos um táxi para Puerto
Madero. Almoçamos no La Bisteca.
Excelente restaurante, pagamos cerca de R$ 150,00 pela refeição completa e
ainda tinha foundue de chocolate da sobremesa. Outro restaurante muito bom que
nos recomendaram, mas não deu tempo de ir, também em Puerto Madero, é o Goumert Porteño. Um bem famoso, mas que
não vale mais a pena ir, andam falando muito mal do atendimento e da comida, é
o Siga Las Vacas.
Estava chovendo muito, tivemos de
aguardar um pouco. Entramos num Café Havana e eu comprei um alfajor de cada
sabor e havannets (espécie de cone de chocolate recheado de doce de leite,
delícia!). Pegamos um táxi e fomos para o famoso Café Tortoni. Tinha uma fila na porta mas em menos de 10min nós
entramos. O lugar é belíssimo, o atendimento é excelente e eu pude experimentar
os famosos churros com chocolate quente. Vale muito a pena ir lá. Eles também
servem pratos de almoço e jantar, não sabíamos, mas fica a dica! Nós fomos na
unidade mais famosa, a da Av. de Mayo, 825. Voltamos a pé para o hotel.
O jantar foi numa lanchonete bem
simples, no centro, a Carlitos.
QUINTO DIA (O ÚLTIMO!
BUÁÁÁÁ...)
Acordamos tarde, pegamos um táxi e
descemos na Plaza Alvear onde
acontece, aos domingos, a famosa Feira
da Recoleta. Tem uma outra feira famosa no mesmo dia, a de San Telmo, mas como é de antiguidades,
entre as duas nós preferimos a da Recoleta. Dica: guarde um bom dinheiro para
gastar nela, vale MUITO a pena! Vi coisas incríveis, mas não podia mais gastar
tanto porque eu ainda tinha um free shop pela frente.
Como perdemos o café da manhã do
hotel, resolvemos conhecer o também famoso La
Biela Café. Mas se você for lá, fique no salão interno,na área externa os
preços são mais caros (não sei o motivo, mas já fui sabendo disso porque li
essa dica em algum site). Pedimos café com leite e 3 media lunas para cada um.
Ao contrário das media lunas do hotel, as do Biela são enormes! Kkkk
A feira da recoleta só fica
completa após 14h mas demos uma olhada no que já estava montado e fomos
conhecer o Centro Cultural, que
funciona colado ao shopping Buenos Aires
Design Center. Estava acontecendo a XIV Bienal Internacional de Arquitetura
e claro que fui dar uma olhada na exposição. Andando por lá, vimos um terraço
com vista para a Recoleta e meu marido quis ir até lá para tirarmos umas fotos.
Tomamos um susto! Não havia ninguém nesse lugar, era dia mas dava um certo
receio... Eis que vimos uma senhora se aproximando, com um sobretudo de veludo vermelho,
de longe parecia bem distinta. Quando chegou bem perto, abriu a boca e eu só vi
UM dente, percebi que era uma pedinte. Pior, era doidinha, doidinha. Ficou
dizendo que era filha de Walt Disney e queria que tirássemos várias fotos dela,
depois filmasse... Fiquei apavorada, querendo ir embora logo dali. Meu marido
tirou 2 fotos dela, inventamos uma desculpa e saímos quase correndo. Depois
desse susto, lugares vazios nunca mais! Voltamos à feira, olhamos algumas
coisas e decidimos voltar após o almoço para terminar de andar por lá. Vimos
que na praça ao lado, Plaza Francia,
também tinha barraquinhas e pensamos que fazia parte da mesma feira então ainda
tinha bastante coisa para ver.
Hora do almoço, tínhamos 2 dicas:
o Clark’s (Junin, 1777) e o Gengi’s House (Riobamba, 1179). Decidimos seguir a
dica de uma amiga descolada e fomos ao Gengi’s
House, um restaurante de comida asiática deliciosa! Anda um pouquinho da
feira até lá, mas vale muito a pena! É como um yakissoba, mas você escolhe tudo
o que quer comer, vai colocando numa tigela e no final vai tudo para uma chapa
quente (carnes, vegetais, molhos e massa ou arroz). Veja como é o preparo: http://www.youtube.com/watch?v=Z0FzjKdAJCo
. O cheiro que sobe do preparo é maravilhoso e fica uma delícia! Ainda tivemos
direito à bebida e o preço é muito bom, cerca de R$ 80,00 o casal.
Na volta, vimos o Recoleta Mall e entramos para tomar um
sorvete na Freddo e descansar um
pouco. Matei minha vontade do sorvete com veios de doce de leite, o Doce de
Leite Tentação. Só de me lembrar, eu salivo afffffffffff... Demos uma olhada
nas vitrines e fomos novamente para a feira. No caminho, uma paradinha na
frente do Cemitério da Recoleta,
onde está enterrada Evita Perón. Sim, é ponto turístico por lá! O maior entra e
sai de turista! Mas só tiramos fotos na entrada, né? Eu, hein!
Fomos para a outra praça ver o que
era a feirinha e eis que nos deparamos com um Festival de Comida Francesa! Os
dois de bucho cheio vendo um monte de barraquinhas de queijos, pães, vinhos,
doces franceses ahhhhhh... Muita gente estava almoçando ali mesmo e parecia
tudo muito gostoso. Voltamos para a outra feira e eu comprei algumas coisas:
íma de geladeira (único souvenir que trazemos de nossas viagens), carteirinha,
chaveiro, marido achou uns bonequinhos medievais de chumbo perfeitos! Não é uma
feira de artesanato qualquer, são produtos de qualidade, muito bem feitos.
Claro que tem uma ou outra barraca que vende umas coisas bregas, mas a maioria
era ótima! Tinha um cara vendendo umas bolsas de couro tipo carteira, toda
trabalhada, a coisa mais linda! Mas eu não levei dinheiro suficiente para
gastar porque eu não imaginava que iria me encantar com tanta coisa...
Dia terminando, nós dois já
tristes, pois no dia seguinte, iríamos embora... Queria ficar pelo menos mais
uma semana para passear mais e curtir as coisas com calma. Pegamos um táxi e
voltamos ao hotel. Já comecei a organizar as malas, separar roupa de viagem,
deixar tudo pronto para o dia seguinte.
O jantar foi numa lanchonete perto
do hotel, El Vesuvio. Finalmente,
acreditem, comi empanadas kkkkk E estavam uma delícia! Dizem que as mais
famosas são as do El Juanino, mas
como não encontrei nenhuma filial em nossas andanças, não pude provar, fica
para outra vez. Mas gostaria de ter comido outras vezes.
PARTIDA
O recomendado é chegar ao
aeroporto com 3h de antecedência, fazer o check in e entrar logo porque o free
shop é enorme! Não se preocupe em lanchar do lado de fora porque na sala de
embarque tem várias opções de alimentação.
Malas vinda do exterior são muito
visadas para furtos no aeroporto, então tome alguns cuidados. Eu e meu marido
levamos uma mala grande e uma de mão para cada um e colocamos todas as compras,
presentes, documentos e câmeras nestas. Se você comprar algo que não puder
trazer na mala de mão, providencie uma outra mala de mão, coloque seus objetos
dentro, “embrulhe” com roupas e só então coloque na mala grande, de forma a
evitar que o ladrão consiga puxar os objetos por rasgos na sua mala. Evite
malas com bolsos frontais sem opção de cadeado, pois o ladrão abre esse bolso e
rasga por dentro, você só vai perceber em casa. Algumas pessoas optam por
lacrar as malas com aqueles plásticos especiais no aeroporto, mas eu achei muito caro. Como não compramos tanta coisa e estava tudo na mala de mão, não quisemos.
O ônibus (velho, caindo aos
pedaços) da agência veio nos buscar, e saiu pingando de hotel em hotel. Eu já
estava impaciente! Para completar, havia um protesto de caminhoneiros (sim, lá
também tem essas coisas!) na avenida 9 de julho, o que nos atrasou um pouco. No
aeroporto, tivemos de nos virar para achar o balcão da empresa aérea. Mas
conseguimos entrar logo e chegamos no free shop. Gente, eu não sabia nem por
onde começar... Passamos cerca de 1h vasculhando tudo, correndo contra o tempo.
Me arrependi de não ter feito uma pesquisa sobre maquiagens para saber o que
valia mais a pena comprar. Tinha marca lá que eu nunca tinha ouvido falar...
Achei estranho o setor da Victoria’s Secret ser separado dos outros, tinha que
pagar tudo no caixa, sair do free shop para olhar as coisas da VS. Também não
achei nada interessante e voltei para o free shop. Não valia a pena: roupas,
bolsas, óculos e relógios. Compramos perfumes, maquiagens, hidratantes,
chocolates e ainda sobrou uma graninha para meu marido comprar um fone de
ouvido. Uma dica para quem pensa em levar algo para a galera do trabalho,
compramos um saco com 50 miniaturas de toblerone. Foi ótimo, todo mundo gostou!
Fomos para a sala de embarque e a fila já estava se formando. E a gente
morrendo de fome, pois não deu tempo de almoçar. Fizemos um lanche rápido numa
cafeteria e corremos para a fila. Na ida, fomos de TAM até SP e
novamente de TAM até Buenos Aires. Foi muito bom. Mas a volta, meu Deus... De
BA até SP nós fomos numa companhia argentina. Um horror! Serviram um croissant
da semana passada, gelado, e um bombom tipo serenata de amor só que de uma
marca muito ruim. Ainda fiz compras no avião, batons. Descemos em SP e nossas
malas demoraram muito. Fui direto para o free shop gastar o resto do cartão. Corri
o que pude mas ainda me atrasei porque na hora de pagar eles exigem ver o
cartão de embarque, tive que ir buscar com o marido. Quando saímos, já estavam
chamando nosso voo e a gente ainda nem tinha feito o check in. Saímos os dois
que nem loucos correndo pelo aeroporto de Guarulhos. Chegamos quase morrendo no
balcão e nos disseram que dava tempo. Depois de muito corre-corre, chegamos
exaustos e suados no avião. Meu marido se irritou porque quase perdemos o voo por
causa de UM batom que eu estava comprando no free shop kkkkk Nunca mais faço
isso!
LUGARES QUE NÃO FOMOS, MAS QUE NOS RECOMENDARAM BASTANTE
Zoológico de Lujan (http://www.zoolujan.com/)
Gran Bar Danzon (http://www.granbardanzon.com.ar/)
para quem quer curtir uma baladinha
Olsen (http://www.buenosairesparachicas.com/2013/10/olsen-e-cool.html)
um restaurante lindo de comida nórdica que fica no bairro de Palermo Hollywood
Bom, Buenos Aires vale MUITO a
pena! É uma cidade muito bonita, romântica, agradável de passear, fomos muito
bem tratados em todos os lugares, voltaremos com certeza!
xêro!
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Buenos Aires
terça-feira, 3 de dezembro de 2013
TERCEIRO DIA
Em Buenos Aires quase nada abre antes das 9h, então
acordávamos por volta de 8h e tomávamos nosso café tranquilamente antes de sair
do hotel.
Como o city tour não nos agradou, decidimos seguir a dica de
uma amiga: a linha turismo da cidade (http://www.buenosairesbus.com/pt/).
Foi a melhor coisa que fizemos! O ponto
de venda (e ponto de partida) fica na Av. Roque Sáenz Peña, 846, bem no
microcentro, pertinho da Rua Florida. Aliás, se você precisar tirar dúvidas
sobre a cidade, existem alguns quiosques amarelos de informação com a letra “i”
bem grande. Um deles é bem na esquina da Sáenz com a Florida e foi lá que me
indicaram o local de venda do cartão do ônibus.
Você pode comprar o cartão com direito a 24h ou 48h de uso.
Como já havíamos feito o city tour e não queríamos passar novamente pelos
lugares que não gostamos, adquirimos o de 24h, ao custo de cerca de R$ 75,00
por pessoa. Parece caro mas vale a pena. Atenção, você recebe um cartão e um
ticket em papel. O que vale para subir no ônibus é o ticket, o cartão é só para
ganhar descontos em alguns estabelecimentos. Se você esquecer ou perder o
ticket, não vão te deixar utilizar o ônibus, não adianta mostrar o cartão
porque é no ticket que está registrado o horário que você comprou e se foi 24h
ou 48h. Um brasileiro que estava em nosso hotel desceu em La Boca e perdeu o
ticket. Ele foi convidado a se retirar e teve que retornar ao hotel num ônibus
de linha, pois não tinha dinheiro para um táxi.
Existem 25 paradas da linha turismo na cidade. O ônibus tem
2 pisos, você entra, recebe fones de ouvido e um mapa, escolhe seu assento e
pluga seus fones no idioma que você quer ouvir as explicações do percurso. Você
pode optar ficar no ônibus o percurso inteiro (cerca de 3h 30min) e ouvir as
histórias de cada bairro e edifícios mais importantes, ou descer nos lugares de
seu interesse para conhecer melhor e tirar fotos. São vários ônibus circulando
e eles passam nas paradas em intervalos de 20min. Você desce, passeia, tira
fotos, e retorna à parada onde desceu para pegar outro ônibus e continuar o
percurso. Uma maneira simples e muito eficiente para conhecer os principais pontos
turísticos da cidade. É seguro, confortável e pontual. Nós adoramos!
Mas como o percurso inicial passaria por pontos que não
queríamos voltar, apenas compramos e fomos passear a pé. A ideia era ir até
Puerto Madero tirar algumas fotos, almoçar por lá e pegar o ônibus na parada
11. Nosso mapa não estava muito claro então andamos muuuuuito até conseguir
atravessar para Puerto Madero. Meu marido já estava irritado... Eu queria olhar
todos os restaurantes para escolher onde almoçar, para ver se tinha algum por
um preço melhor, mas ele reclamava tanto que entramos mesmo no Brasas Argentinas. Fomos recepcionados
por um brasileiro e gostamos muito do lugar. Você pagava a refeição completa e
podia se servir à vontade no Buffet. O marido viu um potinho perto do
churrasqueiro e descobriu que se colocasse uma gorjeta, ganhava os melhores
cortes de carne kkkkk Essa refeição nos custou cerca de R$ 135,00. A minha
sobremesa foi um tiramissú maravilhoso!
Saímos de lá e fomos tirando fotos pelo caminho, tudo muito
agradável. Atravessamos a Ponte de La
Mujer e nos deparamos com uma área cheia de empresariais e hotéis super
modernos. Uma área muito bonita, com bons restaurantes também! Subimos no 1°
andar do ônibus e iniciamos nosso passeio. Não era um horário muito agradável
(13h), mas como estávamos no final do inverno, tinha uma brisa muito gostosa,
meu marido até cochilou kkkkkkk
Descemos próximo à faculdade de direito (um belíssimo
prédio!) e fomos conhecer a Floralis
Generica, uma flor de metal gigante que fecha à noite e abre durante o dia.
Fomos também no Buenos Aires Design
Center, um shopping de decoração que tem lojas maravilhosas. Comprei uma
bolsa de couro num quiosque lá que aceitava dólares por um ótimo preço! Lá
também tem o Hard Rock Café.
Tentamos lanchar lá, mas ninguém veio nos atender. Como eu odeio isso, decidi
me levantar e ir embora ao invés de ir chamar alguém. E foi bom mesmo porque os
sanduíches custavam em torno de R$ 45,00. Um abuso! É numa praça ao lado desse
shopping que funciona a Feira da Recoleta aos domingos. Do lado de fora, por
trás do Museu de Belas Artes, tem o Modena
Design Café, um salão de eventos com telões, que reúne aos domingos os
fanáticos por fórmula 1. Fizemos um lanche maravilhoso lá e voltamos à parada
para pegar o ônibus de volta ao hotel. A última para é próxima ao teatro Cólon.
À noite, fomos jantar em Los Inmortales, uma pizzaria
tradicional de lá. Nada de extraordinário, mas quebra o galho. De sobremesa,
dividimos uma fatia enorme de uma torta super enjoada. Esse jantar saiu por R$
100,00.
QUARTO DIA
Após o café, pegamos um táxi e fomos até Palermo Soho, um bairro lindo, super
agradável para caminhar, com cafeterias e lojas bem legais. Mas se seu marido
não curte ficar entrando em lojas, é melhor ir sozinha, viu? Kkkkk Me falaram
que tinha uma feirinha lá mas, se for o que eu vi, não vale a pena. Vale pelo
bairro. Tem bares e restaurantes bons, mas não pretendíamos almoçar por lá.
Pensamos que, já que estávamos por perto, irmos aos outlets mas acabou que eu
me enrolei com o mapa e caminhamos para o lado oposto. Tudo bem, chegamos à Av. Santa Fé, onde faríamos boas
compras no dia seguinte. Paramos para tomar um café e continuamos nosso
passeio.
Conhecemos a belíssima livraria El Ateneo. Vale muito a pena entrar para tirar fotos. Uma pena eles
não venderem souvenirs com o nome da livraria, tenho certeza que muitos
turistas comprariam. Saindo de lá, fomos na Barbie Store. Tem outra bem maior na Scalabrini Ortiz, mas não dava
tempo de ir lá. Para quem tem filha, essa loja é para morrer! Kkkk Tem um salão
de beleza e uma casa de chá lá dentro. TUDO é cor de rosa, até a enorme máquina
de café! Se você levar sua filha para Buenos Aires, vá na loja da rua
Scalabrini Ortiz, 3170, mas só no último dia da viagem porque ela vai ficar
chorando pedindo para voltar lá kkkkk
Saímos e continuamos nosso passeio pela Santa Fé. Entramos
no Alto Palermo Shopping e almoçamos
na Campos da Patagônia, uma lanchonete na praça de alimentação. Comemos um bife
de chorizo delicioso! Custo do almoço: R$ 75,00. Experimentei pela primeira vez
o tão falado sorvete Freddo, mas
pedi o mais simples, de doce de leite, não enxerguei que abaixo de cada sabor
explicava o que tinha a mais. Meu marido pediu um sabor que tinha veios de doce
de leite misturado ao sorvete. Surtei! Demos uma volta no shopping e
continuamos pela Santa Fé. Entrei em várias lojas de bolsas até encontrar a XL. Fiz compras por lá, valia muito a
pena comprar em dólar. Marido resolveu ficar por lá para ir em algumas lojas de
música e eu voltei para o hotel. Parei num fiteiro para comprar um alfajor da
marca Cachafaz (mais caro que o havana).
À noite, decidimos jantar na cafeteria Martinez, tem algumas filiais na cidade. Um jantar leve, sanduíches
com salada. Na volta, passadinha no Carrefour para comprar água.
Próxima postagem: a maravilhosa Recoleta!
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